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Computação e GRID

Computação em grade (GRID, em Inglês) se refere à computação distribuída (processamento e/ou armazenamento) administrada por múltiplas instituições, de forma independente, com um fim comum bem definido.  Em geral, computação em grade se torna vantajosa quando o problema a ser resolvido demanda elevado poder de processamento e/ou armazenamento, mas não necessariamente envolve computação de alta performance. Neste caso, como os sítios estão geograficamente distribuídos, computação paralela de alta performance se torna um desafio muito grande.

Há vários sistemas de computação em grade funcionando no mundo, limitadas geograficamente ou com fronteiras definidas por meio de finalidade. Para fins práticos, dois exemplos relevantes são o Open Science Grid (OSG), eLHC Computing Grid (LCG). Esses sistemas de computação em grade são bastante relevantes nas atividades computacionais que envolvem os dados do RHIC e do LHC. O primeiro tem sítios distribuídos principalmente nos Estados Unidos enquanto o segundo, na Europa. O Brasil possui vários sítios computacionais membros dos dois sistemas de GRID. Em particular, o nosso grupo do Instituto de Física da USP foi o primeiro sítio computacional  fora dos Estados Unidos, na área de física nuclear, a tornar-se membro do OSG, em 2005[1] .

Poucos anos depois, por questões estratégicas, abandonamos esse sistema de GRID de forma a evoluir como membro do LCG, focado principalmente na análise de dados dos experimentos do LHC, em especial, do experimento ALICE, do qual somos membros. Em meados de 2010 integramos totalmente o nosso cluster nesse sistema de GRID. O LCG consiste de mais de 140 sítios computacionais espalhados em mais de 35 países. No Brasil, nosso grupo (IFUSP), e o CBPF, fazem parte desse sistema de LCG. Na figura abaixo mostramos os centros que fazem processamento do experimento ALICE do LHC, onde destaca-se  a Universidade de São Paulo no hemisfério sul do planeta.

Mapa do WLCG/ALICE

O nosso grupo contribui com as atividades de GRID do experimento ALICE no LHC através do SAMPA.O SAMPA (Sistema de Análise e Multi-Processamento Avançado) consiste em um cluster de computadores localizado no Departamento de Física Nuclear do IFUSP, financiado pela FAPESP, através de projeto temático obtido anteriormente. Este cluster é utilizado para análise intensiva de dados e simulação dos experimentos STAR e ALICE. Este cluster é também utilizado por pesquisadores do IFUSP, tanto teóricos como experimentais, bem como pesquisadores da UNICAMP, para diversas atividades de pesquisa.

Na figura abaixo você pode ver, em tempo real, os jobs executados no GRID do experimento ALICE no cluster SAMPA.